Tem gente que se orgulha de acordar às seis da manhã. Eu prefiro sonhar.
Alguns sonhos marcam. Outros somem antes de eu abrir os olhos. Certos temas voltam sempre. Com a idade, comecei a notar que alguns aconteceram de verdade depois, com um nível de detalhe que me fez parar e pensar.
Mas o que mais me intriga é outra coisa. Em sonho, às vezes o “eu” se dissolve. Viro outra pessoa, vejo pelos olhos de alguém que não sou eu, ou me torno só um observador. E quando acordo, eu me lembro de tudo. O que levanta uma pergunta que ainda não consigo responder. Quem estava sonhando?