Performance não é um problema técnico. É um problema de arquitetura.
Esse site é construído com o Hugo, hospedado no S3 e publicado através de uma CDN no CloudFront. Sem servidores, sem containers, sem um runtime esperando por uma requisição. Só arquivos em uma CDN. Eu uso o website endpoint do S3 ao invés da REST API, o que significa que os permalinks do Hugo funcionam de fábrica. /about/ resolve pra /about/index.html sem precisar de uma função Lambda@Edge ou regras de redirect. Uma coisa a menos pra quebrar. Uma coisa a menos pra adicionar latência. Um gasto a menos pra conta. O deploy é um build, algumas chamadas de aws s3 sync e um par de invalidações no CloudFront. O processo inteiro leva alguns segundos.
O CSS e o JavaScript seguem a mesma lógica. Mínimos e customizados, tudo escrito pra esse site e nada mais. Sem frameworks, sem classes utilitárias, sem bibliotecas externas. A única exceção é o PhotoSwipe, que cuida do lightbox nas páginas de galeria e só é carregado lá. Tem também um script de consentimento de cookies em todas as páginas. Se você aceitar, ele carrega o Google Analytics. Se recusar, não carrega nada.
O mesmo cuidado vai pras imagens e pro cache. Todas as imagens são processadas antes do upload, redimensionadas pro tamanho adequado e, na maioria das vezes, convertidas pra WebP. Eu configurei o CloudFront pra usar os headers da origem, e é por isso que faço o sync do conteúdo em uma série de chamadas aws s3 sync ao invés de uma só. Cada tipo de conteúdo recebe os headers certos pra controlar por quanto tempo fica em cache na CDN e no navegador.
Hoje eu testei o site no PageSpeed Insights. A homepage e uma página de galeria (cheia de imagens, o pior caso) as duas pontuam 100 na performance mobile. Mas a pontuação não é o ponto. É uma característica de uma configuração onde tudo é pensado para o seu propósito.